Metodologia

Quem fez isso?

Indicadores Federais é um projeto independente mantido por Caio Alves. Não tem vínculo com partidos, governos, campanhas ou empresas, e não recebe patrocínio.

Compromisso de independência

  • Usamos apenas bases públicas oficiais: IBGE, Banco Central, ministérios, INPE, FGV e organismos internacionais (Banco Mundial, OCDE).
  • A mesma regra de cálculo vale para todos os governos - lembrando que a forma de medir alguns índices evoluiu com o passar dos anos.
  • Os textos descrevem os números sem adjetivos nem conclusões sobre quem governou melhor. Isso cabe a você.
  • A média de um mandato não isola o efeito do governo: crises externas, commodities, pandemia e a situação herdada também pesam.

Regras de cálculo

Taxas e fluxos (PIB, inflação, Selic, juro real etc.)Média dos valores anuais de cada ano do mandato, conforme a regra indicada em cada série.
DesocupaçãoVariação durante o mandato, em pontos percentuais, somente dentro de uma pesquisa que cubra todos os anos do mandato.
Saldos (dívida, reservas)Valor no fim do mandato menos o valor no fim do ano anterior ao início. Em % do PIB, a diferença é em p.p. do PIB. Se o ano anterior não existir, usa-se o primeiro ano disponível, com nota no card. Exceção: dívida líquida em FHC 1 usa 1995, pois não há ponto de 1994 nesta série.
Inflação acumulada (IPCA)Taxas anuais compostas ao longo do mandato.
Anos de transiçãoOs dados são anuais; o ano inteiro fica com o governo que o iniciou (ex.: 2016 em Dilma 2).
Cards “Recentes”Último dado publicado por cada órgão, na periodicidade dele (mensal, trimestral ou anual). Não servem para comparar gestões; para isso use o filtro por governo.
Variações nos cardsTaxas em % mostram a diferença em pontos percentuais (p.p.). Valores em moeda ou contagens mostram a diferença absoluta com unidade e, entre parênteses, a variação percentual.
CoresVerde quando o resultado é melhor que a referência indicada; vermelho quando é pior; cinza quando mais alto ou mais baixo não é melhor por definição.

Séries e quebras de metodologia

Desocupação, pobreza e Gini mantêm cada pesquisa em sua própria série, com nome, cobertura, fonte e metodologia. Não ajustamos níveis nem encadeamos pesquisas diferentes. Quando coexistem, as linhas aparecem separadas e as quebras são identificadas.

Uma comparação por governo só é calculada quando uma única série cobre todos os anos do mandato. Cada governo mostra o nome da pesquisa usada. Se as pesquisas forem diferentes, os valores ficam em cinza, sem setas nem classificação verde/vermelha: séries de pesquisas diferentes têm níveis não comparáveis. Mandatos sem cobertura completa ficam sem dado; não interpolamos lacunas.

Na pobreza, linhas regionais de custo de necessidades básicas não equivalem à linha de US$ 6,85 por dia em PPC de 2017. No Gini, PNAD anual e PNAD Contínua têm desenhos de pesquisa distintos. No desemprego, PME cobre seis regiões metropolitanas; PNAD Contínua cobre o Brasil.

Atualização e correções

Os indicadores mensais são coletados automaticamente nas APIs oficiais todo dia 26. A Selic é conferida todo dia útil (9h e 20h) nos comunicados oficiais do Copom e atualizada assim que uma nova decisão é publicada. O dólar é atualizado diariamente, de segunda a sexta, às 15h30 (Brasília), após a divulgação da cotação oficial (PTAX) do Banco Central. Ela é a taxa de referência do dia e difere da cotação em tempo real exibida pelo Google, que muda minuto a minuto. Indicadores anuais (estatais, feminicídio, desmatamento e outros) são atualizados quando o órgão publica. Mudanças de metodologia nas pesquisas são explicadas na página de cada indicador.

Encontrou um erro? Ele será corrigido e registrado no ícone de novidades do topo do site.

Veja também a lista completa de fontes em Como ler e fontes.